sexta-feira, 31 de maio de 2013

CANDEIA





Antônio Candeia Filho, mais conhecido como Candeia (Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1935 — Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1978), foi um importante sambista, cantor e compositor brasileiro.

Era filho de sambista. Em seus aniversários, a festa era mesmo com feijoada, limão e muito partido alto. No Natal, a situação se repetia.

Seu pai, tipógrafo e flautista foi, segundo alguns, o criador das Comissões de Frente das escolas de samba. Passava os domingos cantando com os amigos debaixo das amendoeiras do bairro de Oswaldo Cruz. Assim, nascido em casa de bamba, o garoto já freqüentava as rodas onde conheceria Zé com Fome, Luperce Miranda, Claudionor Cruz e outros. Com o tempo, aprendeu violão e cavaquinho, começou a jogar capoeira e a freqüentar terreiros de candomblé. Estava se forjando ali o líder que mais tarde seria um dos maiores defensores da cultura afro-brasileira.

Candeia começou a fazer músicas ainda na adolescência. Seu pai tocava flauta e carregava o filho para rodas de samba e de choro em Oswaldo Cruz e Madureira.

Compôs em 1953 seu primeiro enredo, Seis Datas Magnas, com Altair Prego: foi quando a Portela realizou a façanha inédita de obter nota máxima em todos os quesitos do desfile (total 400 pontos). É até hoje um dos grandes nomes no panteão da Portela.

No início dos anos 60, dirigiu o conjunto Mensageiros do Samba. Em 1961, entrou para a polícia. Tinha fama de truculento e suas atitudes começaram a causar ressentimentos entre seus antigos companheiros. Provavelmente, não imaginava que começava a se abrir caminho para a tragédia que mudaria sua vida. Diz-se que, ao esbofetear uma prostituta, ela rogou-lhe uma praga; na noite seguinte, ao sair atirando do carro num acidente de trânsito, levou um tiro na espinha que paralisou para sempre suas pernas. Viveu os seus últimos dez anos de vida numa cadeira de rodas, em decorrência daquele tiro na coluna vertebral, depois de – conforme outra versão – uma discussão no trânsito, no final da década de 1960. Candeia se aposentou por invalidez após o acidente e pôde, então, se dedicar mais à música.

Sua vida e sua obra se transformaram completamente. Em seus sambas, podemos assistir seu doloroso e sereno diálogo com a deficiência e com a morte pressentida: Pintura sem Arte, Peso dos Anos, Anjo Moreno e Eterna Paz são só alguns exemplos. Recolheu-se em sua casa; não recebia praticamente ninguém. Foi um custo para os amigos como Martinho da Vila e Bibi Ferreira trazerem-no de volta. "De qualquer maneira, meu amor, eu canto", diria ele depois num dos versos que marcaram seu reencontro com a vida.

No curto reinado que lhe restava, dono de uma personalidade rica e forte, Candeia foi líder carismático, afinado com as amarguras aspirações de seu povo. Fiel à sua vocação de sambista, cantou sua luta em músicas como Dia de Graça e Minha Gente do Morro. Coerente com seus ideais, em dezembro de 1975 fundou a Escola de Samba Quilombo, que deveria carregar a bandeira do samba autêntico. O documento que delineava os objetivos de sua nova escola dizia: "Escola de Samba é povo na sua manifestação mais autêntica! Quando o samba se submete a influências externas, a escola de samba deixa de representar a cultura de nosso povo".

No mesmo ano de 75, Candeia compunha seu Testamento de Partideiro, onde dizia: "Quem rezar por mim que o faça sambando".


Clique no link abaixo e faça o Download da música Testamento de Partideiro em 3 versões diferentes, um dos maiores clássicos de Candeia.


01 Testamento de Partideiro - Neusa
02 Testamento de Partideiro - Arlindo Cruz, Sombrinha e Leci Brandão
03 Testamento de Partideiro - Os Originais do Samba

Em 1978, ano de sua morte, gravou Axé, um dos mais importantes discos da história do Samba. Ainda viu publicado seu livro escrito juntamente com Isnard: Escola de Samba, Árvore que Esqueceu a Raiz.

Voltou a ter reconhecimento em 1995, quando Martinho da Vila gravou o disco Tá delícia, tá gostoso, no qual incluiu um pot-pourri chamado Em memória de Candeia, que tinha as faixas Dia de graça, Filosofia do samba, De qualquer maneira, Peixeiro grã-fino e Não tem veneno.

Disponibilizo aqui uma coletânea de 03 volumes do mestre Candeia e a homenagem de Martinho da Vila "Em Memória de Candeia".




01 Riquezas do Brasil
02 Maria Madalena da Portela
03 Olha o Samba Sinhá / Samba de Roda
04 Vem, Menina Moça
05 Nova Escola
06 Já Curei Minha Dor
07 Luz da Inspiração
08 Me Alucina
09 Falso Poder
10 Era Quase Madrugada
11 Cabloca Jurema

01 Pelo nosso Amor
02 Não Vem (Assim Não Dá)
03 Sou Mais o Samba
04 Expressão do Teu Olhar
05 Pintura Sem Arte
06 Mil Réis
07 Amor Não é Brinquedo
08 Tambor de Angola
09 Dia de Graça
10 Peixeiro Granfino / Ouço Uma Voz / Vem Amenizar
11 Beberrão

01 Brinde ao Cansaço
02 Chorei, Chorei
03 Conselhos de Vadio
04 De Qualquer Maneira
05 Deixa de Zanga
06 Filosofia do Samba
07 Ilusão Perdida
08 Minhas Madrugadas
09 Não Vem
10 Peso dos Anos
11 Regresso
12 Saudade
13 Silêncio Tamborim
14 Vai Pro Lado de Lá




CACO VELHO


Matheus Nunes, o Caco Velho, cantor, compositor e ritmista que inspirou Germano Mathias, nasceu no Rio Grande do Sul, no dia 12 de junho de 1920, e morreu em São Paulo (14 de setembro de 1971), onde desenvolveu sua carreira. O apelido ele ganhou, ainda na infância, devido a um sucesso de Ary Barroso (Caco Velho, 1934) que costumava cantar enquanto vendia balas e cigarros num tabuleiro pelos bares da cidade.

De vendedor, ele acabou passando a músico de um desses bares, fazendo o ritmo em caixa de fósforos, tamborim e pandeiro com uma habilidade que acabou por levá-lo para o rádio, onde passou a integrar um conjunto regional. “Ele começou como pandeirista. Era muito bom, tinha muito ritmo. Um dia faltou o cantor, ele foi quebrar o galho e se consagrou”, diz Germano, que teve no gaúcho o modelo para seu modo de cantar, um estilo cheio de bossa, que compensava a voz pequena. Aos 22 anos de idade, Caco Velho venceu um concurso de músicas carnavalescas com o samba Eu Ando à Procura, superando ninguém menos que Lupicínio Rodrigues, que ficou em segundo lugar. Para espanto geral, Caco Velho emplacou outro samba, Que Coisa Louca, em terceiro lugar. Aos 24 anos compôs a toada Mãe Preta, sua primeira música gravada (com Piratini). Em 1944, já em São Paulo, gravou o primeiro disco, pela Odeon, com os sambas Briga de Gato (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins) e Maria Caiu do Céu (em parceria com Nilo Silva). Nos anos 50, já conhecido como “O Sambista Infernal”, Caco Velho chegou a gravar músicas nordestinas, seguindo uma onda da indústria fonográfica, mas logo voltou ao samba, gênero no qual imprimiu sua marca. “Ninguém dividia como ele”, diz Germano.

Ainda nos anos 50, Caco Velho passou dois anos em Paris, como crooner da orquestra de George Henri, firmando-se como uma das vozes mais respeitadas da música brasileira. Grande sucesso dos anos 60, Tem Que Ter Mulata, de Túlio Piva, foi uma das marcas de sua carreira.

O sucesso o transformou em empresário da noite. Os anos 60 o encontraram como dono da boate Brasilian’s Bar, que se tornou um ponto de encontro de artistas nacionais e estrangeiros em visita à cidade, gente do naipe de Agostinho dos Santos e do francês Sacha Distel. Consagrado em sua terra, em 1966 ele foi para San Francisco, Califórnia, onde ficou até 1968. Durante uma temporada em Portugal, a grande fadista Amália Rodrigues gravou sua composição Barco Negro (Mãe Preta), com estrondoso sucesso. A diva portuguesa regravaria muitas vezes Barco Negro, que recebeu letra do ilustre poeta português David Mourão-Ferreira (1927-1996).

De volta a São Paulo, em 1970, abriu nova casa noturna (Sem Nome Drinks) e participou do programa Som Livre Exportação, na TV Globo. Morreu no ano seguinte, aos 51 anos, no Hospital das Clínicas, onde estava internado havia algum tempo. Deixou a mulher e quatro filhas. Seu corpo foi velado no Araçá, com a presença da fina flor da velha música brasileira, como Joel de Almeida (o Rei das Marchinhas), Germano Mathias e Noite ilustrada.


Clique no link abaixo e faça o Download de alguns sucessos de Caco Velho.

01 A voz do sangue
02 A cuíca está roncando
03 Meu fraco é mulher
04 Tem que ter mulata
05 Minueto
06 Me diga teu nome
07 Caco velho
08 Não quero intruso no meu samba
09 Minha candidatura
10 Mulher infernal
11 Se acaso você chegasse
12 Vegeto sem mulher
13 Botina estranha
14 Onde está
15 Chaufer de lotação
16 Não consigo entender
17 Adoro a Dora
18 Raça
19 Silêncio
20 Não faça hora comigo
21 Maria Cândida
22 Parei na jogada
23 O pato
24 Nêga
25 Uma criola
26 Samba do meu tio
27 Samba de uma nota só
28 Tonalidade original



CARICA



Carica (São Paulo, 25 de março de 1964) é um músico e compositor brasileiro.  

Seu apelido "Carica" foi dado quando criança pelo Tio Noé e pelo primo Adilson Vicente, e que significa “tampinha de garrafa”, em Portugal.
Teve uma influência musical marcada pelo pai, Sr Matheus, e cresceu ouvindo black music, jazz, MPB, forró e muito SAMBA.

Aprendeu à tocar cavaquinho sozinho e foi se aprimorando no decorrer de sua carreira. Frequentador assíduo da quadra da Escola de Samba Camisa Verde e Branco, teve muitas oportunidades por lá. Tricampeão na Escola, Carica é uma figura muito popular no mundo do samba. Compositor e parceiro de Arlindo Cruz, Prateado, Luizinho SP, Mário Sergio entre outros, possui mais de 400 músicas gravadas por vários intérpretes.

Fundou o grupo Sensação onde participou de 12 trabalhos e 1 DVD. Com esse trabalho conquistou prêmios como Disco de Ouro, Platina, entre outros.

Foram mais de 50 composições só com o grupo Sensação.

Na minha opinião, o trabalho do grupo Sensação está entre os melhores de São Paulo (porque não, do Brasil?!) com toda a certeza, e isso se deve, em muito e quase que exclusivamente, ao repertório recheado de sucessos compostos, em sua maioria, por Carica.

Em 2009 se desligou do grupo Sensação, se dedicando ao seu trabalho solo com produção de Prateado e lançado no primeiro semestre de 2011.



Clique no link abaixo e faça o Download do CD solo do grande compositor Carica, lançado neste primeiro semestre de 2001.





Clique no link abaixo e faça o Download das músicas compostas por Carica e interpretadas por Biro do Cavaco, Cor da Pele, Exaltasamba, Fundo de Quintal, Katinguelê, Kiloucura, Macarrão do Banjo, Pé de Moleque, Um Toque à Mais, Sampa, Samba Nas Coxas, Só Preto Sem Preconceito, Soweto, Zeca Pagodinho.

BIRO DO CAVACO
01 Aguardente

COR DA PELE
02 Resumo da felicidade
03 Eu te amo
04 Ilha da felicidade

EXALTASAMBA
05 Beco sem saída
06 Vejo a Lua / Maria da Cruz
07 Chuva danada / Canavial

FUNDO DE QUINTAL
08 Vida alheia
09 Canto para a Velha Guarda
10 Não tão menos semelhante

KATINGUELÊ
11 Lição de aprendiz
12 Mais que o céu

KILOUCURA
13 De repente vem você

MACARRÃO DO BANJO
14 Varal

PÉ DE MOLEQUE
15 Dentro do céu
16 Índia, Shangrilá

UM TOQUE À MAIS
17 Manhã de chuva

SAMPA
18 Um sonho de amor

SAMBA NAS COXAS
19 Fumaça
20 Procura-se um amor

SÓ PRETO SEM PRECONCEITO
21 Olha nós aí de novo

SOWETO
22 Santa Luzia

ZECA PAGODINHO
23 Cada um no seu cada um
24 Mania da gente


Clique no link abaixo e faça o Download das composições do Carica no Sensação Volume 01

01 Preciso desse mel
02 Sentimento nú
03 O pagode não pode parar
04 Desencontro
05 Quando o sol nascer
06 Subtamente
07 O pior já passou
08 O pagode pegou fogo
09 Se o samba começar
10 Paraíso
11 Sorriso de marfim
12 Meu sorriso
13 Canto Nacional
14 Mundo de ilusão
15 Um dia
16 Sacode / Na palma da mão / Alvorada
17 Socorro
18 Vou cair no samba / Bate pandeiro / Maria vai
19 Prá gente se encontrar de novo
20 Coral de anjos
21 Madrugada
22 Trem Brasil
23 Namor
24 Oya
25 Nunca mais sofrer
26 Estrela cadente
27 Jeito de amar
28 Me manti fiel
29 Arpoador
30 Lei de Murici


Clique no link abaixo e faça o Download das composições do Carica no Sensação Volume 02

01 Você me venceu
02 Amor que não te deixa
03 Universo de prazer
04 Demorô
05 Zumbi
06 Resto de uma saudade
07 Indiferença
08 Solidão nunca mais
09 Louco de alegria
10 Pé no chão
11 Prá encontrar você
12 Doce momento
13 Nossa procura
14 Brilho de felicidade
15 Falso adeus
16 Corpo de mulher
17 A bola e o craque
18 Nosso dia-à-dia
19 Capoeira
20 Pedaçoes
21 Crianças do Brasil
22 Amei
23 Minha luz
24 Preciso te encontrar
25 Brilhante raro


BIRO DO CAVACO





Sílvio Mariano dos Santos é o nome civil do artista "Biro do Cavaco", natural de Campinas com 20 anos de carreira solo, se consolidou como porta-voz de grandes sucessos como: "Jéssica", "Aquarela", "MInha Paz", "Procura", "Tudo e Nada" e diversos outros nos 8 CD's lançados.

Atuou como músico no grupo Os Originais do Samba no início de sua carreira e participou da gravação do trabalho de diversos artistas e grupos como: Negritude Jr., Neguinho da Beija-Flôr, Jair Rodrigues, Olodum e vários outros. Viajou por diversos países levando a bandeira do samba e divulgando seu trabalho. É padrinho dos grupos Katinguelê e Soweto.


Clique no link abaixo para fazer o download das músicas do grande Biro do Cavaco.


01 Prá ficar
02 Um pro outro
03 Aguardente
04 Jéssica
05 Razão
06 Trocando olhares
07 Aliança das marés
08 Conselho de amigo
09 Tudo e nada
10 Procura
11 Guerra de paz
12 Karametade




LECI BRANDÃO


Esta postagem é em homenagem ao meu irmãozinho Pêu, que me puxou a orelha por não ter postado nada ainda sobre esta que é uma das grandes damas do samba! Tá na mão! Minha dica é a faixa 07, "O Criador".

Leci Brandão da Silva (Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1944) é uma cantora, compositora brasileira e umas das mais importantes intérpretes de samba da música popular brasileira.

Começou sua carreira no início da década de 1970, tornando-se a primeira mulher a participar da ala de compositores da Mangueira.

Ao longo de sua carreira, gravou 20 álbuns e três compactos. Participou do Festival MPB-Shell promovido pela Rede Globo, em 1980, com a música Essa tal criatura. Em 1985, gravou Isso é fundo de quintal. Em 1995 foi a intérprete do samba-enredo da Acadêmicos de Santa Cruz durante o carnaval.

Atuou na telenovela Xica da Silva da TV Manchete, como Severina.

Atualmente, além de se dedicar à carreira musical, é membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Desde 2003 também vem exercendo a função de comentarista dos desfiles de escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo, pela Rede Globo.

Em fevereiro de 2010, Leci Brandão filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e candidatou-se ao cargo de Deputada Estadual pelo estado de São Paulo, tendo sido eleita. Sua defesa dá ênfase à negros, igualdade racial, combate ao racismo e a inclusão do samba na política cultural do Estado de São Paulo, entre outras propostas.


Clique no link abaixo e faça o Download de algumas músicas gravadas por Leci Brandão.

01 Por um erro - Participação de Só Preto Sem Preconceito
02 Só quero te namorar
03 Tudo menos amor - Participação de Péricles
04 Isso é Fundo de Quintal
05 O bagulho do amante
06 Pintou saudade
07 O Criador - Participação de Mart'nália
08 Fogueira de uma paixão
09 Maria de um só João
10 Zé do Caroço
11 Café com pão / Só quero te namorar
12 O destino do pescador
13 Dona Maria segura
14 Jeito de amar
15 Papai vadiou / As coisas que mamãe ensinou
16 Tributo à Martin Luther King - Participação de Simoninha
17 Casal perfeito
18 Sanfoneiro bom
19 Água benta / É ouro só - Participação de Reinaldo
20 Auto-estima - Participação de Os Morenos
21 Talento de verdade
22 Iemanjá, Rainha do Mar
23 Resto de uma saudade - Participação de Marquinhos Sensação
24 Me perdôa, poeta
25 Sei que não valeu te amar - Participação de Mário Sérgio
26 Agenda - Participação de Sandrinho É Demais
27 Desperta prá felicidade
28 O samba é nossa cara - Participação de Jair Rodrigues




domingo, 12 de maio de 2013

BEZERRA DA SILVA



José Bezerra da Silva (Recife, 23 de fevereiro de 1927 — Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) foi um cantor, compositor e violonista brasileiro. Considerado o embaixador dos morros e favelas, cantou sobre os problemas sociais encontrados dentro das comunidades, se apresentando no limite da marginalidade e da indústria musical.

Nordestino, desde a infância foi ligado à música e sempre "sentiu" que apresentava o dom de tocar, causando atritos com a família.

O pai, da Marinha Mercante, saiu de casa quando Bezerra era pequeno, vindo morar no Rio de Janeiro. Com isso, depois de ingressar e ser expulso da Marinha Mercante, descobriu o paradeiro do pai e veio atrás dele. Causando mais atritos com o pai, foi morar sozinho, no Morro do Cantagalo, trabalhando como pintor na construção civil. Juntamente, era instrumentista de percussão e logo entrou em um bloco carnavalesco, onde um dos componentes o levou para a Rádio Clube do Brasil, em 1950.

Durante sete anos viveu como mendigo nas ruas de Copacabana, onde tentou suicídio e foi "salvo" por um Santo da Umbanda, onde ele se tornou um praticante até ingressar numa Igreja Evangélica. A partir daí passou a atuar como compositor, instrumentista e cantor, gravando o primeiro compacto em 1969 e o primeiro LP seis anos depois.
Inicialmente gravou músicas sem sucesso. Mas a partir da série Partido Alto Nota 10 começou a encontrar o público. O repertório dos discos passou a ser abastecido por autores anônimos (alguns usando codinomes para preservar a clandestinidade) e Bezerra notabilizou-se por um estilo Sambandido. Em 1995 gravou pela Sony "Moreira da Silva, Bezerra da Silva e Dicró: Os Três Malandros In Concert", uma paródia ao show dos três tenores, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras. O sambista virou livro em 1998, com "Bezerra da Silva - Produto do Morro", de Letícia Vianna.

Em 2001 retornou à fé evangélica através da Igreja Universal do Reino de Deus e em 2003 gravou o CD Caminho de Luz com músicas gospel. Em 2005, perto da morte, mas ainda demostrando plena atividade, participou de composições com Planet Hemp, O Rappa, Velhas Virgens e outros nomes de prestígio da Música Popular Brasileira.
Morreu em 2005, aos 77 anos de idade, perto de completar 78, eternizando-se no mundo do samba.




Clique no link abaixo e faça o Download de uma coletânea de gôsto pessoal do grande mestre Bezerra da Silva.


01 Pai véio 171
02 Zé Fofinho de Ogum
03 Arruda de Guiné
04 Saudação às favelas
05 Nunca vi ninguém dar dois em nada
06 Produto do morro
07 Minha sogra parece sapatão
08 Se não fosse o samba
09 Na boca do mato
10 Sua cabeça não passa na porta
11 Os direitos do otário
12 As favelas que não exaltei
13 Colina maldita
14 A semente
15 Compositores de verdade
16 Defunto cagüete
17 Fui obrigado à chorar
18 Gato com bronca
19 Overdose de cocada
20 É esse aí que é o homem
21 Malandro demais vira bicho
22 A necessidade
23 Malandro é malandro, Mané é Mané
24 Língua de tamanduá
25 Malandragem dá um tempo
26 Já falei com você
27 Chico chora
28 Respeito às favelas
29 Os DP's de São Paulo
30 Candidato caô-caô
31 O malandro era  forte
32 Dona Maria Baiana
33 Se não fosse a ajuda da rapazeada
34 Tem coca aí na geladeira
35 Meu bom juiz
36 Coisa da antiga
37 Bicho feroz
38 Medo de virar galeto
39 Quem usa antena é televisão
40 Maloca o flagrante
41 Verdadeiro canalha
42 Foi o Doutor Delegado que disse
43 Vovô cantou prá subir
44 Malandro Rife











BETO SEM BRAÇO



Laudenir Casemiro, mais conhecido como Beto Sem Braço, (Rio de Janeiro, 1940 — Rio de Janeiro, 15 de abril de 1993) foi um cantor e compositor brasileiro.
O sambista trabalhou como feirante no Rio de Janeiro. Seu apelido lhe foi dado na infância, em conseqüência de uma queda de cavalo, na qual perdeu o braço direito. No início da década de 1970, sua canção "Ai Que Vontade", interpretada por Oswaldo Nunes, fez grande sucesso em nível nacional.

Beto Sem Braço pertenceu à ala de compositores da Vila Isabel até 1981 quando, descontente com a desclassificação de seu samba, atirou no presidente e no vice-presidente da escola Jamil Cheiroso e Roberto Cunha, respectivamente. Transferiu-se para a Escola de Samba Império Serrano, levado pelo compositor Aluísio Machado. No ano seguinte, a dupla ajudaria a escola de samba a vencer o carnaval daquele ano, com o samba "Bum Bum Paticumbum Prugurundum". Beto foi também diretor de bateria da Império Serrano por vários anos.
O compositor morreu em 15 de abril de 1993, aos 53 anos, no Rio de Janeiro, vitimado por tuberculose, deixando um histórico de 99 músicas gravadas.

Vários intérpretes gravaram suas músicas como: Almir Guineto, Jovelina Pérola Negra, Xangô da Mangueira, Martinho da Vila, Neguinho da Beija-Flôr, Beth Carvalho, Dudu Nobre, Oswaldo Nunes, Leci Brandão, Bezerra da Silva e os grupos Originais do Samba e Fundo de Quintal; mas o intérprete que mais gravou músicas de autoria de Beto Sem Braço foi o carioca Jessé Gomes da Silva Filho, o "Zeca Pagodinho".

Clique no link abaixo para fazer o download de algumas das composições de Beto Sem Braço interpretadas por Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Jovelina Pérola Negra, Bezerra da Silva, uma parceria de Beth Carvalho e Martinho da Vila e Mussum.

Zeca
01 Depois do temporal
02 Jibóia comeu o boi
03 Boêmio feliz
04 Zé Inácio, pai véio
05 Côco de Catolé
06 Ah! Leque
07 Cativeiro do amor
08 Quando eu contar
09 Brincadeira tem hora
10 Cidade do pé junto
11 Colher de pau
12 Boi
13 Querer de um querer
14 Manera, mané
15 Chamego de pai
16 Pisa como eu pisei
17 Lavadeira
18 Aonde quer que eu vá

Almir Guineto
19 Quem me guia
20 Flecha do cupido
21 Coisas da roça (a cobra sussurana)
22 Murmúrio da cachoeira

Jovelina Pérola Negra
23 Menina você bebeu
24 Peripécias da vida
25 Razões da calma
26 Feira de São Cristóvão
27 Sarau
28 Precipício

Bezerra da Silva
29 Meu bom juiz

Beth Carvalho e Martinho da Vila
30 São José de Madureira

Mussum
31 Papagaio
32 Festa do Lava Pés



GRUPO IMPROVISO



Grupo de samba da baixada santista que fez muito sucesso com o seu trabalho nos anos 90, não só em Santos mas, também, na grande São Paulo.

Com 2 discos gravados, "É BOM SAMBAR" e "SENTIDOS", têm como seus principais sucessos as músicas "Cartomante", "Sentidos", "Paixão Sem Dor" (do grande compositor Mário Sérgio), "Lua dos Poetas", "Acorda, Alice" e muitas outras. Sua formação era composta pelos seguintes integrantes: Marcelo (Banjo), Márcio (Cavaquinho e Voz), Ivo (Timba e Voz), Wagner (Pandeiro), Douglas (Bateria), Dinei (Repique de Mão) e Júnior (Violão e Voz).


Grande abraço e o meu agradecimento ao amigo Ivo Prado (último do lado direito, de camiseta branca), por ter cedido esta foto para ilustrar a galera do Improviso.


Clique no link abaixo para fazer o Download de algumas músicas do grupo Improviso.  

DOWNLOAD  

01 Paixão Sem Dor (Normas do Coração)
02 Apaixonado
03 De Improviso
04 Eu Amo Você
05 Sentidos
06 Cartomante
 



GRUPO RAÇA





Formado em 1985, o Grupo Raça foi um dos pioneiros na vertente do samba que agregou romantismo ao estilo de fundo-de-quintal, acabando por se popularizar como pagode. Tendo servido como banda de apoio de artistas como Zeca Pagodinho, Leci Brandão e Dona Ivone Lara, foram contratados pela BMG onde gravaram seu primeiro disco, em 1987, tendo como madrinha a cantora Alcione.

Em 1991, em seu 3º LP (Da África a Sapucaí) o Raça recebeu um reforço que destacou, e muito, o seu estilo no meio do samba, a chegada do intérprete e compositor Délcio Luiz.

Com seus sambas românticos ganharam ao longo dos anos o Troféu Imprensa (Melhor Grupo), Prêmio Sharp (Melhor Disco) e Antena de Ouro (Melhor Grupo e Melhor Disco). O Grupo chegou a ser o maior vendedor de discos de sua gravadora em 1994. Já excursionaram pelos Estados Unidos, Suíça e Alemanha.


Vou colocar à disposição de vocês duas seleções do Grupo Raça escolhidas à dedo pelo meu irmãozinho Pêu, onde poderão conferir o excelente trabalho dessa galera.

Clique nos links abaixo para fazer o download das músicas do Grupo Raça.

01 Seja mais você
02 Te amo
03 Volta de vez prá mim
04 Pura emoção
05 Malha comigo
06 Dorme com Deus
07 Caminhos da paixão
08 De bem com Deus
09 Gato manhoso
10 Perdôa, amor
11 De corpo e alma
12 Crença da ilusão
13 Loirinha do pagode
14 Voltei prá te amar
15 Eu ainda te amo
16 Declaração de amor


01 Pout-pourri Martinho da Vila
02 Se me chamar eu vou
03 Além do céu
04 Roda baiana
05 Tempero
06 Pout-pourri João Nogueira

07 Sou do sereno
08 Do samba não vou sair
09 Quiprocó
10 Pagodão
11 Pode chegar
12 Homem das ruas
13 Dona da minha sina
14 Quem ama não marca
15 Da África à Sapucaí
16 Pout-pourri Paulinho da Viola


BELO



Marcelo Pires Vieira, vulgo "Belo", nasceu no dia 22 de abril de 1974 em São Paulo.

Criado na periferia da zona Sul de São Paulo, frequentava assiduamente o antigo Biru's Bar, na Vila Mariana, onde conheceu, na década de 90, o mentor profissional que o acompanha desde que iniciou sua carreira solo, o maestro e arranjador Prateado.

Sua primeira gravação foi a música Swing Prá Mulher, com o grupo Beira Rio, de Diadema, no 1º Festival de Pagode do Só Prá Contrariar (1992), que rolou na antiga casa de shows do bairro do "Bixiga" comandada pelo ex-empresário do Soweto, Jorge Hamílton.


Em 1993 ele era o vocalista principal do grupo Soweto (foto acima, no início do grupo), fazendo muito sucesso com as produções de Bira Haway. Depois de alguns conflitos internos, ele deixa o Soweto e inicia, em 2000, carreira solo com seu primeiro trabalho intitulado Desafio

Em 2002, o cantor Belo teve sua imagem maculada, quando foi acusado pelo Ministério Público e preso por envolvimento com a "galerinha do mal" no Rio de Janeiro, fato este que, diga-se de passagem, parece não ter afetado sua carreira, pois já possui 10 trabalhos gravados.

NOTA: Em seus trabalhos, já se evidenciou o distanciamento com o gênero musical SAMBA, mas devido à dezenas de pedidos, eis o material do cantor.


Clique no link abaixo e faça o Download de alguns dos maiores sucessos do cantor Belo.

01 Acasalamento
02 Sou seu anjo
03 Procura-se um amor
04 Tua boca
05 Quero te amar - Participação de Flávia Santana
06 Voar com você
07 Aeroporto
08 Sempre te amar
09 Amante, amor, amiga
10 Supera
11 Magoada - Participação de Alcione
12 Intimidade
13 não deu em nada
14 Meu amor
15 Direito de te amar
16 Luz das estrelas
17 Desafio
18 Depois do amor - Participação de Perlla
19 Antes de dizer adeus
20 Intriga da oposição
21 Do meu jeito
22 Pára com esse papo
23 Lambada de serpente
24 Desse jeito é ruim prá mim
25 Nunca mais sofrer
26 Resumo da felicidade - Participação de Arlindo Cruz
27 Se quer ficar comigo
28 Diz que me ama
29 Seu fã
30 Fim da tristeza
31 O dia amanheceu
32 Romance rosa